"Se conseguisse «desentalar» a frase que me dói quase até ao esófago, seria: 'preciso de ti!'Preciso de ti como quem está disposta a perder anos de mau feitio. Preciso de ti como quem sobrevive à ideia deplorável de não ter mais para te dar. Preciso de ti como quem te grita só com os olhos sabendo que acabas sempre por reparar. Preciso de ti!"
Hoje ficam os erros. A intolerância da dor não esmagada e deixada para trás. Os certificados de amor perdidos, as noites desencantadas, a mecânica dos dias que me tiram o oxigénio quando não há justificação possível para nos termos desencontrado do caminho que trilhamos juntos.
Sim, é triste! Nasci contigo... E agora não tenho nada do que quero porque houve um momento em que me desencontrei de ti.
Permaneço no silêncio e vou sempre querer-te outra vez...
"O prazer deu lugar ao segredo. Os laços desfizeram-se dos nós que ainda nos prendiam. Queima-me por dentro não poder mais lembrar-te do beijo nem amarrar-me ao calor dos teus braços."
